< voltar / back

Eu sou muitas

Eu sou muitas começou a partir dos questionamentos disparados por uma frase dita pelo personagem-homem à personagem-mulher no livro A dama do mar: “você se adaptou, você evoluiu”. Ao questionar a noção de adaptação e evolução numa relação hetero afetiva como a de que trata o texto, percebi que esta noção pertence ao desejo métrico de dispor um padrão a ser alcançado, uma espécie de “lugar” ao qual a mulher, para pertencer, deve forjar os seus desejos e a sua liberdade, correndo sérios riscos caso não o faça.

2016
giclee print
100 x 70 cm
A dama do mar, SESC Ipiranga, SP

I'm many

I Am Many started from the questions triggered by a sentence told by the man-character to the woman-character: “You’ve adapted, you’ve evolved.” By questioning the notion of adaptation and evolution in a hetero-affective relationship, as referred to in the text, I realized that this concept belongs to the metrics of desires which rely on standards to be achieved, a sort of “place” onto which the woman, in order to belong, must forge her desires and her freedom, running serious risks in case she doesn’t.

2016
giclee print
100 x 70 cm
The Lady From The Sea, SESC Ipiranga, SP